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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Como lidar?


Quantos de vocês já se perguntaram qual seria a vossa reacção caso um familiar ou um amigo próximo vos contasse que é homossexual? E quantos de vocês se sentem preparados para receber essa notícia e verdadeiramente capazes de aceitá-la? 

Eu já passei por isso. Mais do que uma vez. E a primeira vez foi numa idade ainda tenra, em adolescente. Numa altura da vida em que é complicado processar esse tipo de informações, porque sofremos muita pressão e sabemos que tipo de comentários pode provocar nos nossos pares uma confissão dessas. 

Passei por isso com amigas próximas e com familiares. Acompanhei essa descoberta e a luta que é para essas pessoas assumirem uma orientação sexual diferente do que é o esperado por toda a gente. 

Sei que muita gente se diz completamente liberal em relação a este assunto e afirma que não lhe faz confusão. O que, em teoria, está muito certo. Mas muitas dessas mesmas pessoas não esperam, no fundo, que lhes aconteça a elas; que um filho, uma irmã ou um amigo lhes vá confessar que gosta de pessoas do mesmo sexo. E quando isso acontece, apesar de se dizerem tão liberais, ficam sem chão e não sabem como reagir. 

Pois bem, devo dizer-vos que a primeira coisa a fazer é meterem na cabeça que isto pode acontecer sem vocês esperarem. Pode ser uma das vossas pessoas a revelar-se homossexual. Devem, em primeiro lugar, mostrar às pessoas que vos rodeiam que podem sentir-se confortáveis para se assumirem perante vocês sem medos.

Depois, quando existe, de facto, alguém que vos conta uma coisa destas, vão pensar coisas que sabem que não devem dizer, mas cujos pensamentos não conseguem evitar. E está tudo bem. Ninguém pode controlar aquilo que pensa, todos somos humanos; podemos, sim, medir as palavras.

Vão pensar que a pessoa nunca irá ter filhos (sim, todos sabemos que há várias maneiras de se ter filhos e que isso é possível para um gay, mas falo da forma convencional); que vai ser sempre olhada de lado, para o resto da vida; que vai ter que enfrentar preconceitos para onde quer que olhe; que vai haver muita gente a comentar quando essa mesma pessoa andar na rua de mão dada com o parceiro; que um casamento por igreja estará sempre fora de questão.

Mas o que devem fazer quando alguém vos dá essa notícia, é recebê-la com amor e aceitação. Tranquilizar a pessoa acerca do que os outros podem dizer, porque há muita gente que receia os comentários e olhares alheios. Dizer-lhe as vezes que forem precisas que o que os outros vão pensar é insignificante. Explicar-lhe que quem realmente importa, o vai aceitar tal como é. Fazer-lhe saber que só querem que seja feliz e que vão receber de braços abertos a pessoa que escolher para ter ao seu lado.

Eu já passei por lésbica mais do que uma vez, por me dar com raparigas que o são. Já ouvi coisas que me arrepiaram a pele e me fizeram saltar a tampa. Já tive que me calar muitas vezes para dar umas valentes bofetadas em algumas pessoas. Sou uma defensora acérrima da comunidade LGBT e estou há anos familiarizada com esta realidade.

Transcende-me que ainda haja pessoas a renegar amigos e até os próprios filhos por serem gays; que continuem a haver ataques e crimes de ódio contra eles só por serem quem são, por amarem quem amam; que ainda se pense que ser homossexual é uma escolha. Ser gay, meus amigos, não é uma opção sexual, como se diz, mesmo quando não é dito com maldade. Estão a usar a palavra errada. É uma orientação. Tal como a vossa. Ou alguém escolheu em algum ponto da vida que iria gostar de pessoas do sexo oposto?

sábado, 21 de outubro de 2017

Da ficção nacional


De há uns anos para cá, já aparecem casais gay nas novelas portuguesas, o que considero ser um progresso na aceitação das pessoas com esta orientação sexual na sociedade. São integrados na ficção nacional como qualquer casal, mostrando-nos que têm vidas e relações iguais a toda a gente. Infelizmente, sei que há e sempre vai haver muito preconceito e homofobia, mas eu, pessoalmente, escolho ignorar a existência dessas mentes pequeninas e aplaudo a progressiva aceitação da diferença do considerado comum. Aplaudo também os actores que se sentem confortáveis em fazer estes papéis, que incluem carinho e beijos entre pessoas do mesmo sexo, é bom perceber que nem toda a gente neste país se sente repugnada com uma coisa que eu vejo como tão natural. Contudo, não posso deixar de reparar que aparecem sempre casais do sexo masculino e nunca feminino. Intriga-me. Talvez até já tenha surgido e eu, assim de repente, não me estar a lembrar, até porque não assisti a todas as novelas que já passaram na televisão. Porém, do que me lembro, não é costume aparecerem lésbicas e eu pergunto-me porquê. Principalmente, porque nesta sociedade machista, duas mulheres a trocar carinhos é sempre melhor aceite do que dois homens com o mesmo comportamento. Será que a razão é essa e a ideia é mesmo incutir nas pessoas a normalidade de um casal homossexual do sexo masculino?

terça-feira, 2 de maio de 2017

Séries \\ The L-word


Sinopse: A série centra-se nas vidas e relacionamentos de uma série de mulheres lésbicas e bissexuais que vivem no bairro de West Hollywood, em Los Angeles. No início da série, Bette Porter, directora artística de uma galeria de arte, e Tina Kennard, um casal há 7 anos, tentam conceber um bebé por inseminação artificial; Dana Fairbanks, uma tenista em ascensão, lida com o facto de se assumir; Jenny Shecter, uma aspirante a escritora que acaba de se licenciar e recentemente se tornou vizinha de Bette e Tina com o seu namorado Tim Haspel, lida com a sua crescente atração por Marina Ferrer; e Alice Pieszecki, uma jornalista bissexual, debate-se com a sua relação pouco saudável com a sua namorada intermitente. O ponto de encontro das amigas é o bar e café The Planet, onde frequentemente se encontram ao longo da série. A dona deste é Marina Ferrer, que assim conhece o grupo, e mais tarde Kit Porter, a irmã de Bette, uma antiga cantora com um problema com o álcool.

Alice e Dana

Tina e Bette

Jenny e Marina

Alice e Shane

Tasha e Alice

Tina e Kit

Opinião: Esta série tem 6 temporadas e foi uma das que vi do princípio ao fim. Acompanhei a evolução das personagens e as mudanças de todas elas. Apresenta-nos cenas de sexo, a sexualidade das personagens e a sua vida amorosa, relações pessoais e profissionais. Relata a vida de mulheres que estão totalmente confortáveis com a sua orientação sexual, bem como daquelas que ainda não se assumiram e as dificuldades que isso representa para elas. Mostra-nos como lidam com traições, morte, medos, racismo, maternidade, drogas, enfim... É uma série crua, que aborda todos estes temas de forma clara. E, claro, tem o seu quê de divertido. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pessoas que não precisavam existir

Aquelas que têm a coragem de dizer que preferiam ter um filho toxicodependente do que um filho gay. A sério, não sabem do que falam. Metem-me um nojo profundo. Olho para essas pessoas com um desprezo que vem mesmo cá das entranhas. Revolta-me tanto. E o pior é que esta gentinha de merda, muitas vezes, cospe para o ar e depois cai-lhes nas trombas. Sempre gostaria de vê-los lidar com um filho drogado. Uma coisa que dá cabo da família e da saúde do próprio filho e são capazes de afirmar categoricamente que é melhor do que ser gay. A sério, como pode haver gente a pensar isto? Estas pessoas são puro lixo. Que estas mentalidades nojentas sejam erradicadas depressa. Gente do demo, capaz de despertar em mim sentimentos absurdos de raiva!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Luís Franco-Bastos e a homofobia

Este é um vídeo que recomendo a qualquer pessoa, a opinião do humorista Luís Franco-Bastos sobre a homofobia aqui. Sou defensora acérrima da igualdade de direitos entre os homossexuais e os heterossexuais. Talvez por ser demasiado "perto de casa" me afecte assim. Ou talvez, simplesmente, por ter bom-senso. Subscrevo tudo o que ele diz. No entanto, infelizmente, também sei que pessoas pequeninas de cabeça vão sempre contra-argumentar. E dizer as coisas mais infelizes sobre o assunto, como se pode comprovar pelos comentários a esse vídeo. Por muitos argumentos válidos que apresentemos em como a homossexualidade NÃO É uma escolha, tal como a heterossexualidade NÃO É uma escolha, vão sempre bater o pé em como não têm que levar com os homossexuais, como se a sua orientação sexual afectasse a vida de quem os rodeia. Vão sempre afirmar que isso não é normal, que é uma doença e toda a espécie de diarreia verbal. Metem-me nojo, a sério. Dão-me vómitos.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

De coração partido por Orlando


Não podia deixar de me pronunciar sobre este assunto. Quem já me lê há algum tempo talvez saiba que este é um assunto sensível para mim. Tenho (e sempre tive) muitas pessoas que me são próximas que são homossexuais. Sinto uma revolta enorme quando vejo alguma manifestação de homofobia. Racionalmente, sei que não adianta de nada discutir com uma pessoa homofóbica, porque não se mudam mentalidades com argumentos, por mais válidos que sejam. A pessoa tem a opinião que tem e pronto. No entanto, não sou uma pedra sem emoções e não consigo deixar de ferver quando alguém ataca os gays. Não consigo não entrar em discussão, embora, de há algum tempo para cá, tente ignorar. Revolta-me sobremaneira que não haja respeito pelos outros. Revolta-me que não entendam algo tão simples como isto: a orientação sexual (ORIENTAÇÃO, não OPÇÃO) não se escolhe. Ninguém escolhe ser hetero, como não se escolhe ser gay. Custará assim tanto entender isto? Como é possível que se tirem vidas só porque sim? Filhos, irmãos, sobrinhos, amigos... pessoas que estavam na vida deles, que só se queriam divertir um pouco naquele momento e que estavam a incomodar só por serem quem são. Que mentalidade de merda é esta? Parte-me o coração, de verdade!

Vejam este vídeo... pessoas que resolveram assumir-se às suas famílias. Pessoas que receiam assumir-se e o que sentem com medo da rejeição. Ninguém devia ter receio de ser rejeitado pelas pessoas que mais ama no mundo por uma coisa tão insignificante e que não foi escolhida por eles. Só por amar quem ama. Vejam, é comovente.


Estas são as últimas mensagens que uma das vítimas enviou para a mãe. A dizer que a ama, que está escondido na casa-de-banho e que vai morrer (notícia aqui). Nem consigo imaginar o que esta mãe sentiu ao ler isto. O pânico... que horror. É difícil perceber como é que um ser humano é capaz de sujeitar outros a isto...


terça-feira, 19 de março de 2013

Homossexualidade


Este é um assunto sempre controverso e que dá pano para mangas sempre que se discute. Como este espaço é meu, reservo-me o direito de dar a minha opinião sem que me caiam em cima. E para mim é muito simples. Os gays/lésbicas deviam, de uma vez por todas, ser aceites na sociedade e não, não compreendo quando me dizem que é necessário ter calma e compreender que as mentalidades levam tempo a mudar. Isso para mim é treta. As mentalidades mudam quando as pessoas fazem por mudá-las!

Odeio homofobia. Odeio quando as pessoas são tão preconceituosas que renegam filhos, irmãos, primos, amigos por terem uma orientação sexual diferente da deles. E digo orientação e não opção porque, na verdade, eles NÃO ESCOLHEM! Vocês, caras pessoas heterossexuais, escolheram que iam gostar de pessoas do sexo oposto? Não. Veio naturalmente. Pois para os homossexuais é a mesma coisa. 

Não me cabe na cabeça como é que uma pessoa pensa que pode julgar outra por algo que nem foi escolha dela!! Ainda que fosse opção, caramba, é para ser respeitado. Acho muitissimo bem que se possam casar, odeio qualquer tipo de discriminação e os gays têm todo o direito de ser felizes, com direitos iguais aos hetero. Até mesmo porque, minha gente, para quê o preconceito, quando isso nem interfere na nossa felicidade???? A vida não é deles?

E quanto a filhos? Devia ser permitido. É como o casamento, é um direito que deve assistir-lhes! É profundamente injusto que não possam formar uma família, que não possam criar um filho e amá-lo, só porque a sociedade, na sua tacanhez, decide interferir na sua vida e dizer que não. Mas quem são os outros para decidir pela vida alheia? Isto é justo ONDE? Se um casal gay quiser adoptar uma criança, é justo que isso não seja possível e que a criança seja renegada pela mãe biológica e atirada para uma qualquer instituição que poderá nem lhe dar condições? Isto é mais aconselhável para uma criança do que viver num lar em que a família se ame e lhe dê todo o amor do mundo? A sério??? Nem me venham com a história de que a criança precisa de uma referência masculina e feminina. As crianças criadas no seio de uma família de pais do mesmo sexo, encontra a referência masculina ou feminina num professor, avô, tio, padrinho. E detesto o argumento de que crianças criadas por famílias assim acabam por se tornar também elas gays/lésbicas. Isso é errado. Mas ainda que aconteça com algumas... volto a perguntar: onde está o grande problema nisso? Acho que o importante é que sejam felizes!

Vejamos o seguinte: não sou pelas bichas loucas, que fazem de tudo para chocar. Pronto, a forma como agem e se vestem é algo que só lhes diz respeito, desde que não chateiem ninguém. Mas muitos gays e lésbicas optam por chocar, ele é amassos no meio da rua, ele é apalpões descarados em sítios impróprios e tudo o mais. Isso não me parece apropriado, mas vale para gays como para hetero. Há um sítio e uma hora para tudo, seja com uns ou com outros.

Mas porque é que um casal gay não pode demonstrar que está junto? Com isto, quero dizer um beijinho em público, um abraço carinhoso, o andar de mãos dadas na rua. Porque é que isto é visto com maus olhos? Entristece-me que as pessoas não consigam aceitar tudo o que não vai de encontro ao que pensam ser o correcto. Onde está o respeito pela liberdade de cada um?

Conheço mais gays e lésbicas e é algo com que sempre lidei, desde cedo. Sempre aceitei e é algo normal para mim. Não aceito que rebaixem ou discriminem quem me é próximo porque gostam de pessoas do mesmo sexo. Não admito e defendo com unhas e dentes!

Homofobia para mim é merda. É de gente que não sabe aceitar que a vida é para ser vivida conforme faz feliz a cada um e não da forma que eles querem. Gente, ponham na cabeça que não têm direitos sobre a vida dos outros. Certamente, não iriam gostar que alguém vos condenasse por amarem quem amam. Iriam indignar-se. E com razão. Portanto, mãozinha na consciência e limitem-se a viver a vossa vida e a deixar a dos outros por conta deles, sim?!

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...