domingo, 21 de setembro de 2014

Bitaites de uma não-mãe

Há poucos dias vi um post da Pólo Norte sobre isto e agora no facebook uma amiga postou um vídeo sobre este mesmo assunto. Coisas que as mulheres afirmam categoricamente antes de terem filhos e que, muitas vezes, lhes rebentam na cara depois de serem mães. Coisas como...

- os meus filhos nunca se vão sujar assim tanto
- os meus filhos vão largar as fraldas com 18 meses
- os meus filhos nunca vão comer fastfood
- quando tiver filhos vou continuar a viajar
- a minha casa nunca vai ter tantos brinquedos desarrumados, porque eu vou ensinar aos meus filhos que têm que arrumar o que desarrumam
- os meus filhos nunca farão birras em público, vou ensinar-lhes a portarem-se bem logo desde cedo
- os meus filhos nunca me vão interromper
- os meus filhos vão ouvir-me sempre, mantendo-os numa rotina rígida, eles vão aprender e vão fazer o que eu quero
- os meus filhos nunca vão gritar no carro
- nunca vou dar açúcar, nem refrigerantes aos meus filhos
- os meus filhos nunca vão andar a passear pelo restaurante depois de acabarem de comer
- os meus filhos nunca vão dormir comigo
- os meus filhos vão largar a chucha com um ano


E por aí fora... é muito fácil estar de fora e mandar postas de pescada. Acreditem, também já estive desse lado. Depois de ser mãe, há muita coisa que muda. 

Se tentei que ele largasse a fralda cedo? Sim, tentei. No entanto, ao fim de não sei quantas noites a molhar o pijama, os lençóis e o colchão, levantar a meio da noite, tentar que ele fizesse xixi no penico ou no WC e ele a refilar que não queria, mudar lençóis durante a noite... desisti e esperei, simplesmente, que ele começasse a acordar seco para lhe tirar a fralda.

Se tento que ele coma equilibradamente? Claro que sim, no entanto, de vez em quando, come pizza, cachorros, McDonalds... eles gostam, não dá trabalho e não é a mesma coisa do que deixá-los comer a toda a hora! Tal como os doces...

Quanto a passear no restaurante? Tentem lá manter uma criança impaciente e irrequieta, de barriguinha cheia, sentada numa cadeira sem nada com que se entreter durante meia hora, enquanto tentam acabar a vossa refeição.

Dormir comigo? Dormiu muito, sim. Custou a tirá-lo para a cama dele, um bocadinho. Mas fez-se. Muitas vezes, desistia de tentar que dormisse na cama dele, porque não adormecia, porque me chamava e nenhum de nós dormia, porque tinha que acordar cedo e nenhum dos dois descansava... enfim.

Viajar? Planos com crianças? Muito bem pensadas e, a ir sem eles, sempre dependente dos avós, da tia, da madrinha... E não se vai, simplesmente, em qualquer momento e de qualquer maneira.

Enfim, podia continuar... mas é isto!

2 comentários:

  1. Sou culpada de ter pensamentos parecidos, sobretudo no que diz respeito às birras. Mas nunca os proferi em voz alta a uma mãe, porque no fundo sei que falar é fácil e só quem está na situação é que sabe o quão difícil é.

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  2. Joana, eu não levo a mal que tenham esses pensamentos, desde q não sejam arrogantes sobre o assunto. Uma coisa é ter pensamentos destes e ideais de como vamos fazer as coisas, é normal. Planeamos tudo e pensamos sempre que seremos capazes de ter tudo sob controlo. Outra bem diferente e q é isso q não gosto, é julgarem-me por agir da forma q ajo em relação ao meu filho e dizerem de forma arrogante q os delas nunca serão assim. Porque tu nunca sabes. As crianças tbm vêm com uma personalidade :)

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