domingo, 17 de abril de 2016

Amor incondicional aos animais



Vi esta foto no facebook e comentei, como qualquer pessoa. Afinal, se está ali e aberta a comentários, tenho tanto direito como qualquer outro a dar a minha opinião. Mas todo o mundo me crucifica, porque a minha opinião não é politicamente correcta, na visão dos outros. O meu comentário foi apenas que sou bastante feliz sem pêlos de animais na roupa. E tudo me cai em cima. Vamos lá a ver uma coisa. Se uma pessoa não quer ter filhos, porque não tem condições, porque não se identifica com o papel de pai/mãe, porque não quer ter esse tipo de responsabilidade ou, simplesmente, porque não acha graça a crianças, toda a gente tem que aceitar. Claro que tem, porque cada um faz o que quer da sua própria vida. Mas se alguém opina em contrário, vem sempre alguém dizer que nem toda a gente é obrigada a querer filhos. E tem razão! Mas, tal como esse argumento é válido, é igualmente válido que nem toda a gente seja apaixonadíssima por animais e os queira na sua vida. Ou estou errada? Para mim, é ridículo tratar os cães como filhos. Não tenho nada a ver com isso, continuem a fazê-lo se entenderem que o devem fazer. Não digo a ninguém que está errado. Tal como não admito a ninguém que me diga como educar o meu filho, mas toda a gente é livre de pensar que estou a fazer mal. Apenas digo que, PARA MIM, é incomparável. Um cão não é um filho, é um animal de estimação e é só. Há quem use o argumento de que esses pensamentos são de quem nunca teve animais. Errado. Já tive um cão, vários gatos, peixinhos, piriquitos, porquinhos da índia e uma chinchila. Sei muito bem o que é ter animais. E isso não muda em nada a minha opinião sobre este assunto. É ridículo e impensável que alguma vez colocasse um cão meu no mesmo patamar que o meu filho. Porque nunca na vida o amor pelos dois seria igual. Também sei que há pessoas que não têm filhos e têm apenas animais. Que os tratam como família. Eu não o faria, ainda que não tivesse filhos. O meu cão existiu na minha vida muitos anos antes de ter o meu filho e nunca foi família para mim. Era apenas um animal de estimação. E garanto-vos que me custou muito mais (mas de longe!) a perda do bebé que nunca conheci e que carreguei 3 meses na barriga do que a do meu cão, que viveu comigo durante 16 anos. Basta pensar nisto desta forma para perceber que, para mim, um cão nunca poderia ter a mesma importância que um filho. As pessoas parecem pensar que, por ter esta opinião, acho que os animais não merecem nada. E estão erradas. Não é esse o caso. Acho que merecem ser bem tratados e acarinhados. Acho que são seres vivos que dão aos humanos um amor incondicional e nada pedem em troca. Acho bem que haja pessoas capazes de os tratar assim. E também não sou a favor de que eles sejam abandonados ou abatidos. Pelo contrário. Eu vejo tudo isso. Não sou uma besta insensível. Mas não tenho tanta empatia com as criaturas que me faça querer ter uma. Por isso, da mesma forma que há quem opte por não ter crianças, eu opto por não ter animais, porque não me dizem nada. Simples assim!

4 comentários:

  1. Como não penso nada como tu, concordemos em discordar. :)

    ResponderEliminar
  2. S* sei bem que não partilhas da minha opinião neste assunto. E respeito isso. Mas há aqui pontos em que devemos estar de acordo. Como o facto de cada um ser livre de tomar as opções que quiser. Da mesma forma que tu és livre de ver os teus como família, eu sou livre de não sentir-me da mesma forma em relação aos animais. E friso bem que isto é a MINHA maneira de ver. Não condeno, de todo, quem faz diferente. Da mesma maneira que há pessoas que não nasceram para ter filhos, há outras que não foram feitas para ter animais. E nesse caso, qual é a melhor solução? Deixar isso para que tem vocação e vontade, certo? ;) tanto as crianças como os animais são mais felizes com pessoas que os desejam na vida deles!

    ResponderEliminar
  3. Também sou assim. Já tive vários animais, e desenvolvi diferentes graus de empatia com todos eles. Quando o meu cão morreu senti-me triste mas não foi assim aquele fim do mundo que vejo as outras pessoas a passar. Por outro lado, quando morreram os nossos gerbos da Mongólia foi horrível. Quando a gata caiu da varanda foi ainda pior. No fim percebi que cada um estabelece diferentes relações com os animais, e que até estabelece diferentes relações com os diferentes animais. Também percebi que não gosto de cães e adoro gatos :P Pessoalmente sinto que a nossa gata é da família, no sentido em que sinto um grande afecto por ela. Também sinto que alguns dos meus amigos são da família. E sinto que algumas das pessoas da minha família não o são :P Mas acho que quando se fala disto se compara o incomparável. É um bocadinho como perguntar às crianças se gostam mais da mãe ou do pai :) Gosta-se, e pronto :)

    ResponderEliminar
  4. Joana, precisamente. Eu não vejo problema em que as pessoas tenham uma opinião diferente. E tb entendo que haja pessoas que criam mais empatia do que outras com os animais e que tb pode ser diferente com um animal e com outro. Eu tb fiquei triste qd o meu cão morreu mas não foi o fim do mundo, lá está. E isto "Pessoalmente sinto que a nossa gata é da família, no sentido em que sinto um grande afecto por ela. Também sinto que alguns dos meus amigos são da família. E sinto que algumas das pessoas da minha família não o são :P" diz muito. Eu entendo o "ser da família" no sentido de criar afecto. Mas não entendo que os tratem como filhos. Nem sou obrigada a entender. É incomparável, sim. Mas há quem ache que é tudo a mesma coisa e que é, de facto, comparável :P

    ResponderEliminar

Manda o teu bitaite