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sábado, 15 de dezembro de 2018

Violência doméstica


Há dias, vi este vídeo no facebook e tocou-me. Achei comovente a forma como o rapaz é carinhoso com ela antes e depois da actuação. E a performance de ambos é perfeita. Conta uma história e eles são bastante expressivos e talentosos. Não consigo ficar indiferente a qualquer tipo de injustiça e a violência doméstica inclui-se nesse leque. Não consigo conceber que alguém trate tão mal, muitas vezes com um final trágico para a pessoa agredida, a pessoa com quem partilha a vida. Não existe motivo nenhum que possa justificar a agressão.

Sei que a generalidade das pessoas tem tendência a julgar as mulheres agredidas por não deixarem o parceiro. Não entendem como é possível que aceitem continuar numa relação assim, onde são saco de pancada, onde não são respeitadas, nem amadas. Mas como alguém que já esteve numa relação tóxica, digo-vos que tentem ter um pouco mais de compaixão. Não é fácil. Devia ser! Contudo, quando a pessoa agredida depende financeiramente do agressor, por exemplo, é extremamente complicado sair. Claro que nada paga a saúde e a felicidade. Mas não podemos pensar que é fácil. E há o factor medo. Nem todas as mulheres têm coragem para enfrentar quem lhes faz mal. Sabendo que as podem matar. Que podem descarregar nos filhos. Que as podem seguir para todo o lado, roubando-lhes toda a liberdade. Que lhes podem ir fazer uma cena no local de trabalho. Que podem ser o parceiro perfeito à frente de toda a gente e levar todos a crer que a vítima é doida e deitando por terra todas as possibilidades de acreditarem nela, se um dia decidir contar a alguém.

Não julguem. Ajudem.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Violência entre crianças

Antes do final das aulas, a turma do meu filho foi a um passeio e no regresso, o pequeno teve um desentendimento com um colega. O meu, espertinho (como todas as crianças, de resto) foi mexer na mochila do outro. Só porque sim. E o outro, em vez de lhe dizer para parar quieto ou de ir queixar-se ao professor, não fez mais nada... deu-lhe um pontapé no braço. Meigo também... E o meu começou a chorar. E só aí é que o professor viu o que se estava a passar e pôde intervir. 

Já não é a primeira vez que acontece uma fricção entre ele e outros miúdos, como é normal, e ele não lhes faz mal. Chora ou queixa-se a quem estiver responsável. Ora, eu não quero que o meu filho seja um coninhas que se deixa bater e não faz nada. Mas também não quero que ele pense que a violência é a solução para tudo.

Conselhos, mães e mesmo quem não é mãe, mas tem uma opinião. Porque toda a gente tem opiniões e, neste caso, são bem-vindas. Como é que se ensina uma criança que se deve defender quando lhe fazem mal sem o incentivar a usar sempre a violência como resposta??

quarta-feira, 20 de março de 2013

O respeito numa relação


Conheço um casal que mantém uma relação que eu não consigo compreender. Estão juntos há, mais ou menos, um ano, mais coisa, menos coisa. Ela vai para a porta dele de madrugada, liga-lhe constantemente, duvida quando ele lhe diz onde está e o que está a fazer, liga para terceiros a confirmar. Quando discutem, discutem a sério, andam à porrada, envolvem vizinhos, amigos, família e o que mais houver. Numa das brigas, ela ligou-me a chorar, desesperada, à procura dele, porque queria vê-lo para falarem. Estava ela com a avó dele, a desfiar tudo o que se tinha passado. Já assisti a discussões entre eles e é coisa que me deixa sempre estupefacta! Ela bate-lhe, ele bate-lhe de volta... depois da mais recente, onde ela lhe partiu tudo o que tinha em casa e ele lhe rebentou o lábio, ela apresentou queixa na polícia. 

Não sou ninguém para julgar, não é a minha relação que está em causa, mas não compreendo como suportam estar juntos. Discussões todos os casais têm, mais ou menos acesas, e resolvem-se de forma civilizada. Ou, pelo menos, era assim que devia ser. Há limites que não se ultrapassam e aqui já foram todos ultrapassados, na minha opinião. A partir do momento em que partem para a agressão, perde-se todo o respeito pela relação e pela outra pessoa. Para além disto, envolvem toda a gente que os rodeia e, logo depois, reatam como nada se tivesse passado. Como se não fosse suficientemente mau desrespeitarem-se um ao outro, ainda metem toda a gente ao barulho. Não entendo! Eu não lido bem com discussões, detesto violência e não sou capaz de envolver terceiros em discussões. Se há coisa que detesto é lavagem de roupa suja em público.

A rapariga em questão afirma que, quando se ama, perdoa-se tudo, traições, insultos, porrada. Caramba, isto não é amor! Para mim, quem ama, não chega a este ponto, tão simples quanto isto. O cúmulo é mesmo o confronto físico. Isso não se perdoa, de maneira nenhuma! Nem de uma parte, nem de outra. É uma falta de respeito e é inconcebível, para mim, continuar numa relação onde este tipo de coisas acontece. Será que há muita gente a pensar que coisas como esta são aceitáveis?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Movie review \\ Enough


Já devo ter visto este filme umas mil vezes, volta e meia passa na televisão. É um filme que tem a Jennifer Lopez como protagonista e que me impressionou bastante da primeira vez que o vi. Já o conheço de trás para a frente e continua a impressionar-me de todas as vezes que o vejo, mesmo conhecendo as cenas e sabendo, de antemão, qual vai ser o desfecho. Conta a história da Slim, uma mulher que entra num casamento que começa a descambar anos depois, quando já existe uma criança. Começa o filme como uma mulher cheia de medos, assustada, indefesa e acaba como uma mulher forte, lutadora, vencedora. Faz de tudo para se proteger e, sobretudo, à filha. Toca-me, pela capacidade que um homem tem de fazer tanto mal à mulher com quem casou, a quem prometeu amar e proteger, pela frieza com que ignora o facto de haver uma criança (que é dele também) envolvida, pela coragem da personagem até ao fim, pela racionalidade que ela mantém ao recorrer a todos os meios possíveis. Acho que uma das cenas mais impressionante, para mim, é aquela em que o amigo polícia (corrupto) do marido enceta uma perseguição à Slim com a filha desta dentro do carro, em que a miúda passa o tempo a chorar e a gritar "Mommy!". É aflitivo. Sempre o achei e agora mais ainda porque sou mãe. É uma lição poderosa para todas as mulheres que sofrem maus tratos, mostra que nunca devem desistir, nem sujeitar-se. Não faço parte daquele grupo de pessoas que julga essas mulheres por continuarem numa situação dessas. Ninguém tem o direito de o fazer, de dizer "ah, isso comigo não era assim!", de afirmar que, se elas ficam, é porque gostam e que não deve custar-lhes assim tanto. Nunca é assim tão linear. Quem está de fora, não conhece o medo, a sensação de impotência, o pânico de sofrer represálias. Neste filme, o marido em causa era rico, poderoso, com muitos recursos e dinheiro capaz de pagar a meio mundo para encontrá-la, bons advogados e amigos na polícia. Ele tinha a vantagem sobre ela, uma empregada de mesa sem metade dos recursos dele. Acredito que, num caso destes, ainda seja mais desmotivante e assustador para a mulher. Mas a lição a retirar daqui é nunca desistir, não baixar os braços, não deixar de lutar. Fazer o necessário para se manter a salvo e, principalmente, se houver uma criança para proteger. É um filme que recomendo vivamente.

Novo emprego, novas aprendizagens

2024 foi um ano de muitas mudanças na minha vida, depois do que aconteceu em setembro de 2023. Mudanças essas que continuam a acontecer no m...