quinta-feira, 29 de março de 2018

Do luto que não acaba

Deve haver pouca coisa mais difícil do que superar a perda de um ente querido. Sempre foi um dos meus maiores medos: perder quem me é mais próximo. Contemplar sem vida uma pessoa que sempre vimos a sorrir e com nada mais do que uma boa-disposição contagiante. É muito doloroso ver alguém partir das nossas vidas demasiado cedo (não é sempre demasiado cedo?), acredito que nunca estejamos preparados para lidar com tamanha dor. Escrevo-vos neste momento deitada na cama, porque tenho um nó que se estende do estômago à garganta que não me tem permitido dormir muito bem nos últimos dias. Tenho a meu lado o meu filho a dormir um sono inquieto e que custou a pegar, porque as lágrimas o venceram quando a noite chegou. Disse-me que gostava quando o tio brincava com ele e que desejava que ele não tivesse ficado doente. Ou que os médicos o tivessem conseguido salvar. E quando oiço estas coisas do meu filho a soluçar de tristeza, a barragem rebenta. A minha família está incompleta. E eu estou cansada. A morte é uma cabra que nos arranca um pedacinho de nós quando nos leva assim alguém.

9 comentários:

  1. Nem tenho palavras...
    Muita força e coragem.
    Beijinho grande

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  2. Nunca é fácil, claro que não. Nem mesmo vendo a pessoa a ficar pior de dia para dia, como foi o caso da minha avó.
    Já passaram quase 3 anos e olha, ainda hoje custa.

    Beijocas

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    1. Lá está, acho que é sempre cedo. Que precisamos sempre de mais tempo. Não estamos bem equipados para lidar com a dor da perda...

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  3. Fogo, nem quero imaginar passar por isso.
    Sem palavras, mesmo. Força.

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    1. E espero sinceramente que seja uma experiência sempre adiada... o máximo de tempo possível. Obrigada :*

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  4. Para morrer, é sempre cedo demais. :(

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