quinta-feira, 21 de março de 2013

Dia Mundial da Poesia


Deixo-vos com algo da minha autoria para assinalar este dia (até rimou!). Tenho mais aqui, aqui e aqui. Para quem quiser ler.


O sol sorri-te,
Mesmo que tudo em ti seja escuridão.
Mesmo que a tua alma esteja desfeita.
Mesmo que a tua essência se tenha perdido.

O sol sorri-te,
Apesar da dor que te consome.
Apesar do desdém dos transeuntes.
Apesar da noite que há em ti.

O sol sorri-te,
Ainda que os farrapos que, outrora foram as tuas roupas, te cubram miseravelmente.
Ainda que o seu toque sujo continue a arrepiar-te.
Ainda que te apercebas que a rua é imunda e que estás perdida.

O sol sorri-te,
Convidando-te a um passeio.
Ignorando as tuas feridas.
Indiferente à inocência que te foi roubada.

O sol sorri-te,
Ainda que te sintas gelada.
Ainda que todo o teu corpo trema.
Ainda que espasmos gélidos te atravessem a alma.

E o sol sorri-te, indiferente à maldade que dele emana, enquanto, algures, exibe o seu sorriso escarninho, deliciando-se com o cenário que deixou para trás.
Mas que importa tudo isso? Afinal, o sol continua a sorrir.

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