domingo, 29 de outubro de 2017

O Meu Conto de Fadas #10


Amo-te (parte I)

Quando comecei a namorar com o B., já só tinha olhos para ele. Demorei a assumir que o amava, mas sabia que estava apaixonada por ele, só queria passar o meu tempo livre com ele e sentia-me feliz por ter cedido à vontade de avançar sem medos. Coisa que demorou algum tempo, mas acabou por acontecer, quando eu desisti de lutar contra os meus sentimentos e aceitei que queria estar com ele e que o que tínhamos não chegava.

Após começarmos, oficialmente, a namorar, a nossa relação não mudou muito, continuámos a sair juntos, com amigos, na noite, cafés durante o dia, muitas conversas e SMS, foi passando tempo com o meu filho, trouxe-o cá a casa. Essa parte de conhecer os meus pais foi um bocadinho complicada de gerir, porque eu estive um ano com o meu ex-namorado e os meus pais conheciam-no. E, de um dia para o outro, deixei de estar com um para estar com outro. Claro que eu tinha os meus motivos, não estava feliz, já não tínhamos nenhum significado um para o outro e achei que devia estar com quem me fazia bem. Mas aos olhos dos meus pais, era só estar a trocar um logo por outro. Por isso, sei que não viram isso com bons olhos.

De qualquer forma, estava segura do que tínhamos, portanto, apresentei-o aos meus pais. Calculo que tudo aquilo, a minha atitude, o apresentá-lo à minha família, o andar sempre colada a ele, lhe tivessem dado segurança sobre o que eu sentia por ele. Acredito que ele sabia que eu gostava dele a sério e, provavelmente, por isso, sentiu-se confortável para dizer que me amava. Sim, o primeiro "amo-te" foi dele. Mas aquilo não foi tão romântico como podia ter sido, porque eu não retribuí. Estava ao colo dele, estávamos abraçados, tudo muito bonito e tal... e ele olha-me nos olhos e diz "amo-te". Paralisei nesse momento. Comecei logo a panicar. E, em vez de lhe responder, beijei-o. E continuei a agir como se nada fosse. 

Aquela reacção magoou-o, eu sei. Arrependeu-se de o ter dito, ficou a pensar que eu não sentia o mesmo. Mas eu sou damaged goods, a intimidade e proximidade assustam-me, deixam-me desconfortável, por coisas que aconteceram no meu passado. Eu tinha aceitado que queria estar numa relação com o B., mas antes disso, como já vos contei, só queria estar sozinha, solteira, sem nada sério, razão pela qual o meu ex não se conseguiu aproximar mais de mim emocionalmente. Porque eu não deixava. E aquele "amo-te" representava uma intimidade profunda, um compromisso sério. E a forma como eu iria escolher lidar com aquilo ia decidir o futuro da nossa relação.

1 comentário:

  1. Acredito que foi esse "amo-te" que acabou por abrir uma brecha no teu coração. E acabou por ser totalmente conquistado. Ainda bem porque se nota a léguas que são super felizes!! :)

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