sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Mudanças! Sempre difíceis...


Como referi no meu último post, decidi fazer uma mudança na minha vida profissional. Saí da fábrica onde trabalhei 5 anos. Dia 2 vou começar formação noutra empresa. Hoje foi o meu último dia. Sou, geralmente, uma pessoa um pouco fria e desligada, mas, na verdade, habituei-me às pessoas, ao sítio, às rotinas. Não vou sentir a falta do trabalho, porque não me satisfazia. Mas, certamente, vou sentir muito a falta das pessoas. Levei bolinhos para a despedida e andei a distribuir beijinhos e abraços (raríssimo em mim, não sou nada dada a essas mariquices!). Este dia traz-me uma mistura de sentimentos. Deixar aquele trabalho para trás dá-me uma sensação de liberdade, de leveza, mesmo sabendo que vou iniciar outro dentro de uma semana. É saber que vou mudar de chefia, de colegas, de local de trabalho, de horários. Vou trabalhar por turnos rotativos em vez de apenas um fixo. Vou, em determinada altura, ter uma folga rotativa e outra ao domingo, em vez de ter o fim-de-semana fixo. Vou deixar de ser uma trabalhadora temporária, ao fim de anos a trabalhar nesse regime. Vou mudar de ares e iniciar uma nova etapa. É uma sensação boa. Por outro lado, deixa-me com uma nostalgia imensa, um peso no peito. Desde o momento em que cheguei à paragem de autocarro esta manhã, até sair para voltar para casa, senti tudo com mais intensidade do que em qualquer outro dia. Estar na paragem às 7h30, abrir o cacifo no balneário para me preparar para mais um dia, percorrer aquele caminho da nave fabril até ao armazém, o almoço naquele refeitório, todas as conversas, convívio e brincadeiras com os colegas, as piadas privadas. No fim do dia, quando retirei todas as minhas coisas do cacifo, senti um aperto no peito e despedi-me daquele local de vez. Passei o dia a despedir-me das pessoas, a falar sobre o assunto e aguentei firme todas as palavras de apoio, de força e de carinho, todos os abraços apertados, todos os elogios e beijinhos repenicados. Assim que me sentei no autocarro para voltar para casa, desabei. Silenciosa, sentada no meu banco, encostada à janela, chorei. Foi uma escolha minha, fi-lo por opção e aceitei as consequências desta mudança que quis fazer. Mas, naquele momento, senti que estava a deixar a minha segunda casa.

6 comentários:

  1. Sei o que é isso. Trabalhei três anos em ATL e apesar de gostar do trabalho não me sentia 100% realizada. Quando surgiu a oportunidade de ser Educadora aceitei-a de braços abertos. Primeiro em part time (conjugado com o trabalho do atl) e depois a full time. No último dia também levei bolos e tive uma surpresa dos meus colegas e de alguns meninos. Fui forte o tempo todo e só quando cheguei a casa (muitas horas depois) é que chorei. A decisão também foi minha, saí super a bem mas ainda assim custou. Não tenho saudades do trabalho mas tenho saudades de algumas colegas e de alguns meninos. Ainda foram três anos...

    Espero que corra tudo bem nesta nova fase! :)

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  2. Realmente, o meu post de hoje quase que podia ter sido dedicado a ti! (;

    Eu também passei por uma grande mudança recentemente, por isso conheço a sensação. Mas vai correr bem. Vais ver (; beijinhos e muita força para o que aí vem

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  3. Não há mal nenhum em ser vulnerável e exteriorizar as nossas emoções.

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  4. É normal. Aconteceu-me o mesmo. Mas só custa a primeira vez que mudas de trabalho. Depois é na boa :)

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  5. Espero que corra tudo bem neste novo desafio :) !! Costuma-se dizer que quem muda deus ajuda, por isso boa sorte!

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